A China lançou nesta sexta-feira (7) a primeira tentativa de pouso no lado oculto da Lua, para introduzir um veículo espacial na superfície lunar e coletar amostras do solo. Batizada de Chang e 4, a missão lançou o foguete Longa Marcha 3B do Centro Espacial de Xichang, no sul do país. O voo não foi transmitido ao vivo, como costume chinês. A decolagem foi confirmada pela agência estatal.
O governo chinês também não informou detalhes sobre a missão, mas, de acordo com especialistas, é esperado que o pouso ocorra no mês de janeiro, na bacia de Aitken, na Lua. Em seguida, o módulo levará um jipe robótico até a cratera Van Kármán, onde será feito estudos geológicos. Esta é a segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua. A primeira foi em 2013.
Se tudo ocorrer bem, a missão analisará o solo lunar, inclusive no que diz respeito ao cultivo de vida vegetal. Experimentos de radioastronomia também serão testados pela primeira vez na história da humanidade. *Definitivamente, esta é uma missão importante e um marco na exploração lunar*, diz Carolyn van der Bogert, geóloga da Universidade de Westfälische Wilhelms em Munique, na Alemanha.
*É uma área chave para compreendermos várias questões importantes sobre a história antiga da Lua, incluindo sua estrutura interna e sua evolução térmica*, explicou Bo Wu, que ajudou a descrever a topografia e geomorfologia da região e trabalha com geoinformática na Universidade Politécnica de Hong Kong.
A Chang e 4 é a segunda missão de pouso suave na Lua feita pela China. A primeira missão bem sucedida nesse aspecto foi a Chang e 3, em 2013. Já a Chang e 5, que será uma operação ainda mais ambiciosa da CNSA, está com o lançamento agendado para 2019 e terá o intuito de trazer amostras do solo lunar para análises na Terra.




